O impacto resultou em uma “enorme cobertura que nos protege da radiação cósmica e das partículas carregadas”. Essa ação física ajuda a fazer com que o planeta tenha ventos solares, mantendo as temperaturas atuais. “Sem ela, a vida como conhecemos hoje no nosso planeta não existiria”, endossou a agência espacial.
Esse fenômeno foi descrito pela ESA como “anomalia magnética”. O nível de radiação cósmica em Bangui foi encontrado a partir de observações do satélite SWARM, usando dados históricos do satélite alemão CHAMP. Essa combinação permitiu extrair pequenos sinais magnéticos da região.
Um meteorito ter impactado o local é apenas uma teoria levantada pelos cientistas da ESA, já que a causa dessa anomalia permanece desconhecida.

Radiação debaixo da Terra
O novo mapa, feito depois que a anomalia foi descoberta, “define as características do campo magnético até cerca de 250 km abaixo da Terra e ajuda a investigar a geologia e as temperaturas da superfície da Terra (litosfera)”, disse Dhananjay Ravat, cientista da Universidade de Kentucky.O campo magnético atualmente está sob a região de Bangui, mas tende a se locomover lentamente, por períodos de centenas de milhares de anos.
Segundo os cientistas da ESA, sua situação está em “fluxo permanente”, indo mais para o Sul do que para o Norte.
Na imagem revelada é possível ver listras sobre as crostas. Elas são faixas magnéticas que estão presas às placas tectônicas do nosso planeta.
Essas listras são evidências de reversões de polos, fenômeno magnético que faz com que a polaridade (mudança de atração influenciada pelos componentes da radiação) confunda a direção das bússolas, por exemplo.